Cogumelos Que Curam

Pode um simples cogumelo eliminar o vírus responsável pelo cancro do colo do útero? Um médico português acredita que sim e explica a sua descoberta.

O cogumelo em questão é o Coriolus Versicolor e pode ser encontrado nas florestas europeias, no Norte da América e na Ásia e que, devido às suas características imunoestimulantes, já é usado na medicina tradicional chinesa há vários séculos.

No nosso país, contudo, o Caoriolus Versicolor começou a ser usado no tratamento do Papilomavírus (HPV) – o vírus responsável pelo cancro do colo do útero – há pouco mais de dois anos. Os resultados são bastante positivos, podendo ser uma enorme esperança para muitas mulheres.

coriolus versicolor

TRATAMENTO

Até há poucos anos, a única opção terapêutica para tratar mulheres infectadas com o HPV era a cirurgia e implicava a excisão ou ablação das lesões do colo do útero (retirá-las através de métodos cirúrgicos, como o laser ou a crio cirurgia). Até há pouco tempo não havia capacidade de intervenção sobre a infecção viral propriamente dita. Isto é, tratavam-se as lesões, mas não havia segurança no tratamento da infecção viral, que induz à lesão. As limitações são óbvias, uma vez que, inicialmente, uma lesão pode ser pré-cancerosa, mas se persistir ou não for tratada pode levar ao cancro do colo.

AVANÇOS NA PREVENÇÃO

No início deste século fez-se muita investigação ao nível da criação de imunidade do organismo, de forma a preveni a doença. Em 2001 e 2002 as últimas novidades eram a vacina como prevenção primário, para evitar infecções. O único senão era, e ainda é, o facto de as vacinas terem uma acção específica, ou seja, levam à produção de anticorpos dirigidos a apenas dois tipos de vírus, o 16 e o 18.

ALIADO NATURAL

A grande vantagem do Coriolus Versicolor é possuir uma acção não específica, isto é, não se dirige apenas a uma estirpe do vírus, mas é capaz de criar imunidade contra todos os tipos de vírus.

Foi feito um ensaio clínico com 100 doentes com lesões de baixo grau que seguiram um protocolo de tratamento que inclua seis comprimidos por dia durante um ano e exames regulares de três em três meses. Terminado o ensaio, 72,5% das pacientes já não apresentam lesões e em 90% dos casos o vírus tinha desaparecido.

RESULTADOS POSITIVOS

Apesar, destas conclusões estes cogumelos não são a cura para o cancro do colo do útero. Isto não vai substituir os tratamentos convencionais nem a vacina. Todos eles são tratamentos complementares que temos ao nosso alcance para obter melhores resultados, e convém lembrar que os cogumelos só deverão ser usados em casos com indicações claras.

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