Devemos usar ervas aromáticas?

Qual a vantagem de usar ervas aromáticas na confecção dos alimentos?

Devemos usar ervas aromáticas?Pode dizer-se que as ervas são a alma dos cozinhados e a coroa de louros de muitos cozinheiros. Usadas com sensatez podem transformar uma refeição de rotina numa experiência sensual de sabores picantes, condimentados e frescos, e de texturas estaladiças. Sempre que possível estas devem ser utilizadas frescas, sendo, talvez, os orégãos a única excepção, uma vez que o seu aroma parece acentuar-se depois de secos.

As ervas aromáticas dão um sabor característico aos alimentos, e algumas combinações parecem ter nascido quase que, obrigatoriamente, para serem utilizadas. É o caso, por exemplo, do manjericão com tomate, do estragão com frango, do tomilho e do alecrim com borrego e dos orégãos com queijo e ovos. Claro que, o excitante na cozinha é o facto de haver espaço para se experimentarem outras combinações e de se criarem novas e bem sucedidas misturas de sabores.

Para além de realçar o sabor dos cozinhados, a utilização de ervas aromáticas permite reduzir, de forma significativa, a adição de sal aos alimentos, beneficiando, claro está, a saúde dos consumidores. Em Portugal, a média diária de consumo de sal ronda os 11g; refira-se que a Organização Mundial de Saúde recomenda um consumo inferior a 5g/dia… Ou seja, em média, cada português consome mais do dobro do teor de sal recomendado… Não admira, por isso, que muitos portugueses sejam hipertensos! De referir que a hipertensão arterial é um dos principais factores de risco para Doença Cardiovascular, a principal causa de morte em Portugal.

Nutricionista – Alexandra Bento, presidente da Associação Portuguesa dos Nutricionistas

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